quinta-feira, 4 de junho de 2009

A melhor arma


Conta-se que por volta do ano 250 A.C, na China antiga, um príncipe da região norte do país, estava às vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar. Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta.

No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio. Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.

Ao chegar em casa e relatar o fato a jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração, e indagou incrédula:

- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça; eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.

E a filha respondeu:

"Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me torna feliz."

À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, inicialmente, o príncipe anunciou o desafio:

Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.

A proposta do príncipe não fugiu as profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos, etc... O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado. Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido.

Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que, independente das circunstâncias retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe. Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.

Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa. As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações.

Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente o príncipe esclareceu:

- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.


Yena-noha, muita paz.

terça-feira, 2 de junho de 2009

INTELECTO ATUAL


Como Paulo Vila Maior uma vez disse, é a muita erudição que se esbofeteia nos comuns. Consigam eles, ao menos, entender a douta inteligência que desfila dessa maneira. Embrulhada em discursos obtusos, convencidos os da casta intelectual que assim se distinguem dos demais exibindo os fantásticos dotes de intelecto. Ouvi-los, excitados com um raciocínio que só eles conseguem seguir, é outro prazer: serve para consumir uma vaidade muito própria de quem se eleva aos píncaros da elite das elites – a elite dos bafejados por superiores dons de intelecto.

E, contudo, quem os consegue perceber? Dos discursos obtusos, a exaltação de tanta erudição, um arrazoado que não passa de um aglomerado de palavras ininteligíveis ao comum dos mortais. É o palavreado obtuso que os coloca – assim acreditam – num púlpito que só os deuses podem tocar. Depois olham de cima para baixo, embriagados com a sua prosápia cintilante. Tão excitados com a retórica perfumada com a essência da sabedoria, nem cuidam que a audiência que os contempla boquiaberta está nessa pose não como sinal de admiração de tão elevada erudição. A audiência está tão boquiaberta como incapaz de reprimir um esgar de quem não consegue retirar o sentido do raciocínio que se encavalita naquele discurso impenetrável.

O que encanta é ser testemunha do orgulho que estes intelectuais têm de si mesmos. Desfilam a sua superioridade que goteja da massa cinzenta, uma gravitas que convoca à admiração dos outros. Daqueles que, das catacumbas da mediania, devem prestar vassalagem. Convencidos que a oratória, ou as peças escritas onde escorre a sua fantástica sabedoria, devem ser a montra da ostensiva prosápia, desmultiplicam a erudição que os distingue. No final, apenas eles perceberam o queriam dizer. Falam para o seu umbigo – e para uma audiência que se convenceu da sua consagração, ou que os consagrou por ter ficado convencionada a sua douta sabedoria.

E também encanta a sua excitação enquanto peroram, longamente, sobre isto ou sobre aquilo. A sua sabedoria vem pontuada pela abertura de horizontes, flexível, cobrindo saberes díspares. O raciocínio tão elaborado, socorrendo-se amiúde da sua vasta cultura, é o refúgio onde se distanciam dos comuns. É lá que os comuns não conseguem chegar. Do púlpito onde esfregam a sua erudição nos demais, intuem que a constelação de sabedoria não será questionada.

Ao discurso hermético que tanto os excita, adicionam a incomensurável bagagem cultural. A intenção esbarra na ininteligibilidade do que dizem ou escrevem. A babugem que escorre da vaidade do superior intelecto dilui-se na incapacidade dos demais decifrarem o que dizem ou escrevem. O que se cristaliza em pose tão ostensiva é um distanciamento entre os peregrinos da intelectualidade e a realidade. Parecem vegetar num mundo imaginado, lá onde as ameias são intransponíveis ao comum dos mortais.

Vê-los imersos no seu imenso garbo é um deleite. Navegam no convencimento da sua inigualável sabedoria, achando-se pastores de um povo que consideram ignaro. Um povo que deve ser apascentado na imensa sabedoria que se abriga no regaço generoso de quem milita na elite intelectual. Eles estão sempre de braços abertos, prontos para aspergir a turba com a sua imensa sapiência. Muitas vezes, o que sobra é um travo amargo: a turba incomoda-se pouco com os prazeres do intelecto. Os sacerdotes da desmedida erudição têm escassa audiência – para além de um séquito que os contempla no acrítico consumo das doutas palavras que escassamente compreendem. Alternativo diagnóstico, porém: o desalinhamento entre o ignaro povo e os generosos sacerdotes da intelectualidade, da imensa cultura abrigada na sua interminável bagagem, porventura apenas o sinal de que pouca gente consegue perceber o que querem dizer.

É para o que serve tanta bagagem cultural, tanta erudição orgástica. Para estes intelectuais se elevarem aos píncaros da sua intelectualidade, tão ufanos dos seus dotes. E tão distantes da gente comum, tão elites, propositadamente encharcados num manto que, acham, os unge com a divina qualidade que ostentam. Eles são os seus próprios deuses.


Yena-noha e otima semana.


terça-feira, 26 de maio de 2009

Sob a árvore dos desejos



Um homem estava viajando e, acidentalmente, entrou no paraíso. E no conceito indiano de paraíso existem árvores-dos-desejos. Você simplesmente se senta debaixo delas, deseja qualquer coisa e imediatamente seu desejo é realizado - não há intervalo entre o desejo e sua realização. O homem estava cansado e adormeceu sob uma dessas árvores. Ao despertar, falou:

“Estou com tanta fome, desejaria poder conseguir alguma comida de algum lugar”.

Imediatamente apareceu comida, vinda do nada - uma apetitosa refeição flutuando no ar! Estava tão faminto que nem prestou atenção de onde viera a comida - quando se está com fome, não se é filósofo. Logo começou a comer… estava delicioso.. Depois, a fome tendo desaparecido, olhou à sua volta. Estava quase satisfeito. Novo pensamento surgiu em sua mente:

“Se ao menos pudesse obter algo para beber…”

Como não há proibições no paraíso, imediatamente apareceu-lhe excelente taça de vinho. Sorvendo o vinho relaxadamente à brisa plácida do paraíso, meditou:

“O que está acontecendo? O que está havendo? Estarei sonhando ou espíritos ao redor fazem truque comigo… ?”

Espíritos surgiram. Ferozes, horríveis, nauseantes. O pobre homem começou a tremer. Novo pensamento veio à sua mente:

“Agora serei assassinado, com certeza…”

E ele foi assassinado.

Esta antiga parábola tem profundo significado. a mente do homem é a árvore-dos-desejos - o que ele pensa, mais cedo ou mais tarde se realiza. Às vêzes, o intervalo entre a idealização e a realização é tão grande que ele esquece completamente que, de alguma maneira, “desejou” o ocorrido, não percebendo a ligação. Contudo, se observar detidamente, perceberá que todos os seus pensamentos, com medos e receios, estão a determinar sua vida, resultando no paraíso ou no inferno. Sua alegria, seu tormento. Todos somos “magos”. Todos estamos a fiar e tecer o mundo fantástico onde vivemos… e aqui somos surpreendidos. A aranha é capturada em sua própria teia.

Ninguém tortura o homem senão o próprio homem. Desde que isto seja compreendido, mudanças para melhor têm lugar. O homem pode dar a volta. Pode transformar seu infernoem paraíso. Simplesmente é assim. Só ele mesmo é o responsável.

 

Cuidem se! Yena-noha

 

domingo, 17 de maio de 2009

A magia nossa de cada dia


Já falei aqui do poder da palavra. Com poucas palavras podemos fazer a pessoa ao lado nos devolver um belo sorriso. E com outras podemos fazer a pessoa ao lado nos mandar para o inferno. Basta escolhermos!
E ainda me falam em destino. Ora, basta você escolher qual palavra dirá a partir de agora. A que o levará para frente, para o bem, para o amor, amizade, compreensão. Ou a que o levará para trás, para o conflito, para o atraso, enfim. Basta escolher!
Uma das piores coisas que um ser humano pode fazer é se acostumar. No livro O Mundo de Sophia - um livro que não se esquece - Jostein Gardner nos mostra que uma das primeiras e mais importantes qualidades de um filósofo é não se acostumar com as coisas. É como mantermos conosco aquele nosso olhar curioso de criança, sempre disposto a querer saber mais. Para quem tudo é novidade. Olhar aquele, que os “adultos” deixam para trás, ensimesmados contra o tédio nosso de cada dia.
No círculo no qual nós (os adultos) nos fechamos, crendo sempre que as coisas poderão ficar piores, envoltos pelas paredes sem vida de nossos lares, com nossa atenção voltada para a televisão, incapazes de observar o lento deslize nas nuvens num céu azul, de fechar os olhos diante do mar e nos perdemos naquele ruído reconfortante das ondas chegando à areia, ou mesmo de nos maravilharmos com a criança descobrindo, passo a passo as maravilhas da vida, enfim, deixamos de perceber o mais fascinante.
Já falei isso aqui sob outro ponto de vista, no qual procurei expressar minha dificuldade em acreditar que tudo isso que há a nossa volta possa ser fruto de um mero acaso, um desequilíbrio fortuíto do Universo, muito bem expressado na mitologia grega através do mito da Caixa de Pandora.
Já disse alguém que a arte informa por encantamento, enquanto a ciência informa por desencantamento. É desse desencantamento que falo. Nos acostumamos de tal forma com o mundo tal qual ele nos mostra, que nos tornamos incapazes de perceber as maravilhas que nos rodeiam.
Quero dizer da magia que há a nossa volta e que não vemos. Da magnitude do mundo, e da sociedade. Da auto-regulação perfeita e equilibrada da natureza, da qual deriva o mesmo mecanismo perfeito chamado economia que faz a sociedade funcionar de forma constante e equilibrada, a despeito desse equilíbrio se fazer através de ondas com seus altos e baixos.
Temos a noção de que antigamente os feiticeiros faziam suas magias com poções e palavras mágicas. Essas coisas permanecem ainda hoje, mas com as explicações científicas, tudo passou para o status de “normal”. Mas veja comigo: Não é uma maravilha lançarmos nossa atenção ao ser do lado através de um elogio e recebermos de volta elogios de igual tom embrulhados em um sorriso? Não é o elogio constituído de uma magia tal em suas palavras que proporciona a quem ouve tão agradável sensação de reconhecimento e estima? E o xingamento, não é maldição tamanha que tem poder para instigar o desentendimento e o infortúnio na vida de quem o escuta?
E se você diz para você mesmo, as seguintes palavras mágicas, diante do desafio: “EU POSSO”. Não haverá certamente mágica força, latente nesta afirmação, que o levará a superar-se no enfrentamento da situação? E a afirmação envolvida em firmeza, dirigida ao nosso semelhante: “VOCÊ É CAPAZ, VOCÊ CONSEGUE, TENTE!”. Não envolverá de tal forma a pessoa, transmitindo ânimo e força para a vitória?
E as poções mágicas de nossos dias? Não é uma dose de vinho mágica poção que nos proporciona agradável sensação de prazer e leveza. A começar pelo sensual formato da taça, passando pelo inebriante aroma da uva, pelo suave sabor, terminando por proporcionar em nosso corpo sensações de relaxamento, prazer e encantamento. Não estou falando aqui dos beberrões, lembre-se de que quem bebe por prazer, bebe pouco. Quem bebe demais está se envenenando e não está agindo muito diferente de quem se suicida.
Há outras “poções mágicas” em nossos dias e cada qual tem o seu “efeito”. O chocolate quente nos proporciona envolvente sensação de satisfação e aconchego, principalmente no inverno. Os sucos de frutas ao contrário, nos proporcionam no verão sensação de frescor, energia e disposição. E em se falando de disposição, o que é melhor para a disposição mental do que aquele cafezinho passado na hora?
Na medida em que precisamos de certos efeitos, e que para alcançá-los, utilizamos de certos princípios causadores, seja uma palavra ou algum item material, estamos praticando algum tipo de “alquimia”. Entretanto hoje em dia quem fala de magia é visto como esotérico e alienado da realidade. Mas a ciência nos proporciona as maiores magias, no entanto destituídas de qualquer sentido mágico. Mas se pudéssemos mostrar um automóvel moderno a um cidadão medieval, não poderia pensar ele que fosse a carroça dos deuses?
Saudações a Ronaud Pereira um pensador.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Sexta-feira chuvosa e um pouco de Castañeda.



Devagar ele começa a aprender...a princípio, pouco a pouco, e depois em porções grandes. E logo seus pensamentos entram em choque. O que aprende nunca é o que ele imaginava, de modo que começa a ter medo. Aprender nunca é o que se espera. Cada passo da aprendizagem é uma nova tarefa, e o medo que o homem sente começa a crescer impiedosamente, sem ceder. Seu propósito torna-se um campo de batalha".

E assim se depara com o primeiro de seus inimigos naturais: o medo! Um inimigo terrível, traiçoeiro, e difícil de vencer. Permanece oculto em todas as voltas do caminho, rondando à espreita. E se o homem, apavorado com sua presença, foge, seu inimigo terá posto fim à sua busca.

- O que acontece com o homem se ele fugir com medo?

- Nada lhe acontece, a não ser que nunca aprenderá. Nunca se tornará um homem de conhecimento,talvez se torne um tirano, ou um pobre homem apavorado e inofensivo, de qualquer forma, será um homem vencido. Seu primeiro inimigo terá posto um fim aos seus desejos.

- E o que ele pode fazer para vencer o medo?

- A resposta é muito simples. Não deve fugir. Deve desafiar o medo e, a despeito dele, deve dar o passo seguinte, e o seguinte. Deve ter medo, plenamente, e no entanto não deve parar. É esta a regra! E o momento chegará em que seu primeiro inimigo recua. O homem começa a se sentir seguro de si. Seu propósito se torna mais forte. Aprender não é mais uma tarefa aterradora. Quando chega esse momento feliz, o homem pode dizer sem hesitar que derrotou seu primeiro inimigo natural.

- Isso acontece de uma vez, Don Juan, ou aos poucos?

- Acontece aos poucos, e no entanto o medo é vencido de repente e depressa.

- Mas o homem não terá medo outra vez se lhe acontecer alguma coisa nova?

- Não. Uma vez que o homem venceu o medo, fica livre dele o resto da vida, porque em vez do medo, ele adquire a clareza... uma clareza de espírito que apaga o medo. Então o homem já conhece seus desejos; sabe como satisfazê-los. Pode antecipar os novos passos na aprendizagem e uma clareza viva cerca tudo. O homem sente que nada se lhe oculta.

E assim ele encontra seu segundo inimigo natural :A clareza .Essa clareza de espírito, que é tão difícil de obter, elimina o medo, mas também cega. Obriga o homem a nunca duvidar de si. Dá-lhe a segurança que ele pode fazer o que bem entender, pois ele vê tudo claramente. E ele é corajoso, porque é claro; não pára diante de nada, porque é claro. Mas tudo isso é um engano; é como uma coisa incompleta. Se o homem sucumbir a esse poder de faz de conta, terá sucumbido ao seu segundo inimigo e tateará com a aprendizagem. Vai precipitar-se quando devia ser paciente, ou vai ser paciente quando deveria precipitar-se. E tateará com a aprendizagem até acabar incapaz de aprender qualquer coisa a mais.

- O que acontece com um homem que é derrotado assim, Dom Juan? Ele morre por isso?

- Não morre. Seu inimigo acaba de impedi-lo de se tornar um homem de conhecimento; em vez disto, o homem pode se tornar um guerreiro valente, ou um palhaço. No entanto, a clareza, pela qual ele pagou tão caro, nunca mais se transformará de novo em trevas ou medo. Será claro enquanto viver, mas não aprenderá nem desejará nada.

- Mas o que tem de fazer para não ser vencido ?

- Tem de fazer o que fez com o medo: tem de desafiar sua clareza e usá-la só para ver, e esperar com paciência e medir com cuidado antes de dar novos passos; deve pensar acima de tudo, que sua clareza é quase um erro. E virá um momento em que ele compreenderá que sua clareza era apenas um ponto diante de sua vista. E assim ele terá vencido seu segundo inimigo, e estará numa posição em que nada mais poderá prejudicá-lo. Isto não será um engano. Não será um ponto diante de sua vista. Será o verdadeiro poder.

Ele saberá a esta altura que o poder que vem buscando há tanto tempo é seu, por fim. Pode fazer o que quiser com ele. Seu aliado está às suas ordens. Seu desejo é ordem. Vê tudo que está em volta. Mas também encontra seu terceiro inimigo; o poder.

O poder é o mais forte de todos os inimigos. E, naturalmente, a coisa mais fácil é ceder; afinal de contas, o homem é realmente invencível. Ele comanda; começa correndo riscos calculados e termina ditando regras, porque é um senhor. Um homem neste estágio quase nem nota que seu terceiro inimigo se aproxima. E de repente, sem saber, certamente terá perdido a batalha. Seu inimigo o terá transformado num homem cruel e caprichoso.

- E ele perderá o poder?

- Não ele nunca perderá sua clareza nem seu poder.

- Então o que o distinguirá de um homem de conhecimento?

- Um homem que é derrotado pelo poder, morre sem realmente saber manejá-lo. O poder é apenas uma carga em seu destino. Um homem desse não tem domínio sobre si, e não sabe quando ou como utilizar se poder.

- A derrota por algum desse inimigos é uma derrota final?

- Claro que é final. Uma vez que esses inimigos dominem o homem não há nada que ele possa fazer.

- Será possível que o homem derrotado pelo poder veja seu erro e se emende?

- Não. Uma vez que o homem cede está liquidado.

- Mas e se ele estiver temporariamente cego pelo poder, e depois o recusar?

- Isto significa que a batalha continua. Isto significa que ele ainda está tentando ser um homem de conhecimento. O indivíduo é derrotado quando não tenta mais e se abandona.

- Mas então, Dom Juan, é possível a um homem se entregar ao medo durante anos, mas no fim vencê-lo.

- Não, isso não é verdade, se ele ceder ao medo, nunca o vencerá, porque se desviará do conhecimento e nunca mais tentará. Mas se procurar aprender durante anos no meio de seu medo, acabará dominando-o, porque nunca se entregou realmente a ele.

- E como um homem poderá vencer seu terceiro inimigo, Don Juan ?

- Também tem de desafiá-lo, propositadamente. Tem de vir a compreender que o poder que parece ter adquirido na verdade nunca é seu. Deve controlar-se em todas as ocasiões, tratando com cuidado e lealdade tudo o que aprendeu. Se conseguir ver que a clareza e o poder, sem controle, são piores do que os erros, ele chegará a um ponto em que tudo estará controlado. Então saberá quando e como usar seu poder. E assim terá derrotado seu terceiro inimigo. O homem estará então, no fim de sua jornada do saber, e quase sem perceber encontrará seu último inimigo; a velhice! Este inimigo é o mais cruel de todos, o único que ele não conseguirá derrotá-lo completamente, mas apenas afastar. É o momento em que o homem não tem mais receios, não tem mais impaciência de clareza de espírito... um momento em que todo o seu poder está controlado, mas também o momento em que ele sente um desejo irresistível de descansar, se ele ceder completamente a seu desejo de se deitar e esquecer, se ele afundar na fadiga, terá perdido a última batalha, e seu inimigo o reduzirá a uma criatura velha e débil, seu desejo de se retirar dominará toda sua clareza, seu poder e sabedoria. Mas o homem sacode sua fadiga e vive seu destino completamente, então poderá ser chamado de um homem de conhecimento, nem que seja no breve momento em que ele consegue lutar contra seu último inimigo invencível. Esse momento de clareza, poder e conhecimento é o suficiente.

Juan Matus por Carlos Castaneda


Yena Noha e bom fim de semana.

domingo, 10 de maio de 2009

Prosperidade.




Ter um bom emprego, um negócio que vai bem e ganhar na loteria ou no bingo é um bom sinal de que sua vida está próspera.

Mas, você sabia que a casa, o local onde passamos mais de 1/3 de nossas vidas, influencia e muito na prosperidade?

A técnica chinesa de harmonização e equilíbrio de ambientes, Feng shui, estuda e procura ativar as áreas e energias de prosperidade que circulam e existem em nossas casa.

Reunimos abaixo uma série de dicas práticas para você deixar sua casa mais próspera e você mais rico.

1)" A PROSPERIDADE BATE À PORTA "
Para que a ela, a prosperidade, entre totalmente em sua vida, alguns cuidados são necessários:

- A casa deve ter uma numeração de fácil identificação, se não a sorte não vai te achar.

- A porta deve abrir com facilidade e totalmente. Nada de portas emperradas ou com móveis atrás que impedem a abertura total.

- Ponha um sino de vento de metal atrás da porta. O sino atrai boas energias.

2)" A ABUNDÂNCIA BANHA SUA CASA ".
Para o Feng Shui, toda a casa deve ter um rio calmo e sereno passando diante da porta. O rio irá trazer, para a casa e seus moradores, saúde, prosperidade e alimentos, levando embora as más energias. Hoje em dia, nem sempre conseguimos ter um rio em nossas portas. Mas, podemos colocar objetos e quadros que lembrem água. Você pode colocar, pelo lado de dentro da casa, próximo a porta de entrada, uma fonte de água ligada, um aquário com peixes, uma gravura ou quadro com um rio, mar e barcos, uma foto de um local que tenha cachoeira ou motivos naúticos. Tudo para atrair prosperidade.

3)" O FOGO DA PROSPERIDADE "
Você sabia que o fogão é considerado o caixa forte ou cofre da casa. Seu elemento é o fogo. É nele que preparamos os alimentos que irão nos dar sustetanção e energia no dia-a-dia. Anote alguns cuidados que você deverá ter com o fogão:

- Sempre limpo e impecável;

- Todas as bocas e o fogão funcionando bem;

- Nada de lixo perto dele, é anti-próspero.

4)" CUIDADO COM ENTULHO E LIXO "
Muitos cuidados para não ficar acumulando e guardando objetos, pápeis, roupas e lembranças que não tem mais utilidade e uso. Estes "entulhos " provocam a energia estagnada, o que atrapalha a prosperidade da casa. Faça uma avaliação e limpeza geral. Abra espaço em sua casa e vida. Não esqueça de colocar o lixo para fora também.

5)" MUITO VERDE NA CASA "
Abuse de plantas. Elas trazem boas energias. Coloque muitas flores amarelas e vermelhas, pois atraem prosperidade e abundância. Arranjo de girassol também é muito usado para atrair riqueza.

6)" MESA DE JANTAR "
A mesa de jantar, da sala ou da cozinha, é o local onde as pessaos se reúnem para as refeições e para conversar. O Feng Shui a considera um local também de prosperidade. Coloque sobre a mesa um belo arranjo de flores ou uma fruteira cheia de frutas. Se houver espaço, coloque na parede um espelho para refletir a mesa de jantar e dobrar a prosperidade.

7)" LADRÃO DA ABUNDÂNCIA "
Muito cuidado com os banheiros, são ladrões de abundância. Mantenha sempre a porta do banheiro fechada e a tampa da privada baixa. Já irá ajudar bastante.

Artigo extraído do site Bem Zen
Escrito por Vera Caballero & Franco Cuizzetti
Consultores e Profº de Feng Shui, Bioenergias, 
Yoga e Oráculos.

sábado, 9 de maio de 2009

Ate que enfim chegou o Sábado!!!


Nem preciso falar como o sábado é diferente dos outros dias da semana, pois durante semana tentamos utilizar todas as horas possiveis para desempenhar nossas funções dentro da sociedade,
já no domingo, nos preparamos para mais uma semana de luta, então nosso refúgio certamente está no Sábado, um dia neutro, livre de quaisquer obrigaçoes e aberto a infinitas possibilidades.
Excelente Fim de Semana.